Confira as primeiras impressões da BMW G 650 GS.

  •  

    A chegada da BMW G 650 GS Sertão ao Brasil, com vendas previstas para o início de maio, mostra que as atenções das marcas de todo o mundo estão voltadas ao país. Além da versão vendida por aqui ser montada no Brasil, na única linha da divisão de motos da marca alemã fora de sua terra natal, a motocicleta traz em seu nome “Sertão”, mesma nomeclatura adotada em todos países que a motocicleta é vendida – como Alemanha, Itália e Espanha.

    Para completar, a apresentação  mundial da Sertão ocorreu no Salão Duas Rodas de 2011, em São Paulo, algo inédito para uma moto da BMW até então. Foram seis meses de espera para que o modelo chegasse às lojas por R$ 32.800.

    Utilizando como base a G 650 GS, que continua disponível, a marca alemã criou uma versão mais aventureira da motocicleta para satisfazer o público que deseja fazer incursões mais difíceis na terra. Sua concorrente mais próxima, em questão de preço e apelo, é a Yamaha XT 660Z Ténéré.

    Custando R$ 31.110, a Ténéré tem motor monocilíndrico semelhante ao da GS, além de aptidões para enfrentar caminhos difíceis. Mas, o grande deslize da Yamaha é não disponibilizar o sistema de freios ABS para a moto no país, enquanto a G conta com o dispositivo de série.

    Do outro lado do ringue, as motocicletas trail de média cilindrada disponíveis contam com motores bicilíndricos. São os casos de Honda XL 700V Transalp, líder de vendas da categoria, e Kawasaki Versys.

    Contudo, a Versys sofre mais que as outras na terra por ter uma configuração mais adaptada ao asfalto. Ainda corre por fora a Suzuki DL 650 V-Strom (R$ 32.900), que possui conjunto mais touring, ou seja, para percorrer longas distâncias no asfalto realizando o mototurismo.

    Também pesa o fato de a V-Strom, além de não ter ABS, já possuir versão mais moderna no exterior, mas que não está presente no país.

    Entre terra e asfalto: 144 km

    O G1 pôde avaliar a G 650 GS Sertão por um trecho de 144 km passando por todo tipo de terreno. Saindo de Campos do Jordão, SP, o destino foi Monte Verde, MG, e o percurso foi dividido entre terra e asfalto. Com suas novas rodas raiadas, o modelo utilizado estava com pneus off-road homologados pela marca, porém, a moto sai de fábrica com outra versão de pneus de uso misto. Assim, cabe ao usuário escolher a versão que melhor se encaixa em seu perfil.

    No caso da moto testada, o pneu com cravos limita o uso no asfalto, mas melhora o desempenho no fora de estrada. Em estradas pavimentadas, o conjunto começa a vibrar a medida que a velocidade aumenta e chegando a 120 km/h a frente chacoalha bastante. As curvas também são prejudicadas, já que os cravos fazem os pneus perderem aderência. Mas passando para a terra, sua performance ganha eficácia

    Tanto em chão com cascalhos como em locais mais arenosos, a aderência ao solo é boa e garante que a moto não perca o controle, mesmo em altas velocidades e frenagens bruscas. Desse modo, a configuração com pneus off-road é indicada àqueles que utilizarão a moto principalmente na terra. Deixando de lado a fator pneu, o comportamento da Sertão melhorou nitidamente em trechos off-road, comparando com a G 650 GS tradicional.

    A motocicleta recebeu suspensões com curso mais longo e, tanto dianteira como traseira, têm 210 mm. Isso somado à roda de aro 21”, na dianteira, – na G tradicional o aro é 19” – fez aumentar a capacidade de enfrentar grandes buracos, sem medo de que o chassi encoste no solo, pois a moto está mais alta. Caso isso ocorra, ainda há um protetor de alumínio no motor para absorver impactos. O fator de ter roda maior também deixou a moto mais ágil nas trocas de direções.


    04,maio,2012 | alex | Sem Comentário | Tags:

Sobre o Autor

Ricardo Alex

Deixe seu comentário

* Nome, Email e comentário são obrigatórios