Emdec desliga todos os radares nesta sexta-feira.

  • Para evitar abusos, 325 agentes de trânsito estão espalhados pelas vias da cidade que possuem maior fluxo de veículos e pedestres.

    15/03/2012 – 20h58 . Atualizada em 15/03/2012 – 21h02

    Natan Dias DA AGÊNCIA ANHANGUERA

    Apesar do batalhão de amarelinhos, não haverá como fiscalizar as infrações por excesso de velocidade
    Foto: Rodrigo Zanotto/Especial para AAN

    A partir da zero hora desta sexta-feira (16), todos os radares de Campinas estão desativados e devem ficar assim por pelo menos um mês. Para evitar abusos, 325 agentes de trânsito da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) estão espalhados pelas vias da cidade que possuem maior fluxo de veículos e pedestres.

    Essa intensificação faz parte de uma operação especial do órgão. Apesar do batalhão de amarelinhos, não haverá como fiscalizar as infrações por excesso de velocidade. Devido à ausência de equipamentos eletrônicos para aferir a rapidez dos veículos, a Emdec poderá apenas contar com a colaboração dos motoristas nesse caso. Todos os radares — de avanço de semáforo, de velocidade e as lombadas eletrônicas — foram desativados devido ao término do contrato com o consórcio Campinas Segura. A contratação de uma nova empresa pode demorar até três meses.

    “Estamos trabalhando com um horizonte de 30 dias. Mas pode estender um pouco mais. Estamos preparados para trabalhar nesse procedimento de 60 a 90 dias. Mas tenho certeza que em 30 dias já dá para começar uma diminuição dessa ação ostensiva, porque teremos condições de voltar com a operação eletrônica”, afirmou o secretário municipal de Transportes e presidente da Emdec, André Aranha Ribeiro.

    O contrato com a Campinas Segura, alvo de uma série de denúncias de irregularidades e que passou por análise de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), terminou ontem. Não era possível um aditamento para prorrogação. Uma das empresas do consórcio ainda foi impedida pela Justiça de contratar com o poder público devido a suspeitas de irregularidades.

    Além das ruas da cidade ficarem sem fiscalização eletrônica, algumas obras que dependem de interdição de vias e acompanhamento dos amarelinhos devem sofrer atrasos. Todos os 325 agentes terão seus horários e turnos reprogramados para que a operação ocorra até que esteja concluída a licitação para contratação de uma nova empresa ou consórcio que irá administrar a fiscalização eletrônica.

    Leia mais nas edições do dia 16/03 dos jornais do Grupo RAC


    17,mar,2012 | alex | Sem Comentário | Tags:

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Ricardo Alex

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