Final frontier – Buell BR – Ushuaia 2012 – 10 Parte

  • Dia 19 – Bahia Blanca – Canuelas: 580 KM

    A manhã foi reservada para a troca de pneus enquanto eu e o Bosco aguardávamos o Dudu e o Sueden nos avisarem o local onde ele iam trocar os pneus.
    No decorrer da manhã o Dudu trocou o pneu e o Sueden nos ligou avisando do local de troca para irmos ao encontro deles.
    Pneu do Dudu trocado e o velho dele amarrado no bagageiro d Sueden que optou por não trocar e se necessário usar o do Dudu pois ele é o que tem o menor trecho de quilometragem pois foi último a se juntar ao grupo e será o primeiro a se despedir pois ele fica em Curitiba.
    Prontos com penus calibrados seguimos viagem para Canuelas, distante 60 Kms de Buenos Aires, onde hoje decidiremos se iremos pegar o Buquebus ou seguiremos via estrada, pois são 5 horas de traslado até Montevideo.
    O trecho de hoje contou o uso das reservas de gasolina como na ida, pois este é o trecho para que futuros aventureiros tomem cuidado, pois apesar de terem postos, “estación de servicios”, há falta de gasolina, “nafta” nos postos.
    Cada um abasteceu suas motos com a reserva e prosseguimos viagem, chegando no primeiro posto, como estava muito cheio o Dudu resolveu ir para o próximo e entrando no a moto do Sueden deu pane seca, tendo que empurrá-la até a bomba de gasolina.
    Chegamos ao final do dia com o sol se pondo e já nós estabelecemos na nossa rotina diária de check in, banho e jantar.
    By Ito

    Dia 20 – Cañuelas – Paysandu: 580 KM

    Ontem no jantar decidimos que iríamos passar para o Uruguai rodando, isso pq a travessia no Buque Bus iria nos custar 1 dia e se fossemos rodando ganharíamos mais tempo e também porque no dia anterior, quando eu estava comprando o pneu traseiro, conheci o Jorge, um argentino morador de Bahia Blanca que tinha muitos amigos em Nova Petrópolis/RS e que fazia sempre este percurso. Como de costume marcamos a saída para as 8:00, desta vez saímos no horário exato, as 8:00 estávamos pegando a estrada, o nosso caminho seria por um tipo de anel viário que passa por fora de Buenos Aires para pegarmos a RN14, que é  a estrada que segue a fronteira oeste do Uruguai.
    Até então estávamos impressionados com a qualidade das estradas Argentinas, tínhamos rodado mais de 9.000km por estradas excelentes, mas este anel viário de Buenos Aires nos fez repensar, pois estava péssimo, tendo trechos onde mesmo de moto tínhamos que passar em 1ª marcha, o pavimento da estrada é de concreto e nestes trechos a impressão que dá e de estarmos andando no meio de vários icebergs de concreto, pois são placas de concreto afundadas formando pontas para todo lado, e o transito fica engarrafado pois os carros e caminhões tem que passar por ali tbm, foi surreal ver uma estrada de concreto naquele estado!!!! Isto nos atrasou um pouco, mas depois do rípio chileno, aquilo ali foi fichinha, seguimos em frente.
    Como ja aviam no alertado que os guardas rodoviários da RN14 adoram uma propina, resolvemos atravessar a fronteira pro Uruguai na primeira oportunidade, que seria em Gualeguaychu, a RN14 em si foi moleza, não tivemos problema nenhum com os guardas policiais. A travessia do rio Gualeguaychu e feita sobre uma ponte maravilhosa e logo após o término da ponte se encontra a aduana entre Uruguai e argentina, como era véspera de feriado tinha um a fila considerável de carros (na grande maioria argentinos) atravessando para o Uruguai. Ficamos uns 30 minutos ali debaixo de um sol escaldante até chegar nossa vez, a aduana foi muito tranquila e seguimos viagem.
    Em Paysandu já no Uruguai fizemos um abastecimento com mais calma e já estávamos brincando entre a gente que agora só faltavam 370km para entrarmos no Brasil, que agora já estávamos só no “embalo”, pequeno engano!!! Já na saída do posto a moto do Sussu não quis ligar, o motor de arranque não conseguiu girar o motor, então tentamos uma chupeta, pois poderia ser a bateria, nada o motor de arranque continuava fazendo “tec,tec,tec,tec” e não girava o motor, pronto zebra!!!!! Como não tínhamos outra alternativa, resolvemos ligar a moto no tranco, pois não iríamos ficar ali por causa de um motor de arranque, vale lembrar que estava quante pra caramba e lá fomos nós empurrar a moto para pegar no tranco, depois de algumas tentativas conseguimos, a poderosa Uly estava funcionando normalmente!!!!
    Seguimos vigem para a fronteira do Uruguai com o Brasil, caramba já estavamos muito perto de entrar no nosso querido Brasil, já estava com muita saudade de poder conversar em português nos hotéis, restaurantes, etc… Mas não é que depois de 75km eu vejo a moto do Sussu diminuir a velocidade, já pensei comigo, deu zebra, mais alguns metros e pronto a moto parou!!!! Quando o Sussu falou que “já era” deu até um frio na barriga, mas nós ainda tínhamos o Ito, com seu super scanner!!! A bateria do Sussu tinha zerado, parecendo que tinha queimado o reguladador ou o estator e a moto rodou com o resto de energia que tinha na bateria até parar de vez e pelo scanner do Ito o problema foi até um pouco maior, pois ele nem conseguiu fazer a leitura dando a entender que o ECM (central eletronica) tinha ido pro espaço!!!
    Infelizmente a valente Uly do Sussu tinha desistido e desta vez a coisa era séria, não tínhamos como resolver alí, desta vez a moto teria que ser rebocada, que pena!!! O Sussu ligou pra seguradora pedindo um reboque as 15:20, um dos problemas era que estávamos no meio do Uruguai em uma estrada secundária sem nada por perto, no GPS mostrava que estávamos na RN26, depois de muito explicar a seguradora disse que iria abrir um chamado e que retornaria em 20 minutos, não tínhamos o que fazer senão sentar e esperar. Dica, sempre tenha com vc uma garrafa de água, pois este dia estava um forno, a moto do Sussu estragou no final de uma subida sem sombra por perto e acabamos passando muita sede. Se passaram muitos minutos e fizemos muitas ligações para a seguradora e a resposta era sempre a mesma “já abrimos o chamado, é só esperar que entramos em contato”. Como não tínhamos nenhuma confirmação de que a seguradora tinha ou não enviado um guincho e já eram 17:00, combinamos que o Ito voltaria Paysandu e procuraria um guincho por la e que se ele encontrasse nos ligaria antes de fechar, pois se chegasse o guincho da seguradora não gastaríamos dinheiro atoa, o Ito saiu de lá as 17:10 e levaria pelo menos 40 minutos até chegar a cidade, eu e o Sussu resolvemos que pararíamos todos os carros para ver se conseguíamos uma carona pra moto (ali era uma região agrícola, ja tinha passado varias camionetes), e não é que já na primeira tentativa já me aparece uma camionete, não pensei duas vezes e fiz sinal, quando a camionete se aproximou é que vimos que era da policia!!!! E não é que ela parou, nessa hora não me esqueço da frase so Sussu “mas logo da policia”, eu falei “é essa que temos Sussu vamos lá pedir ajuda”. Bem o guarda era gente muito boa, deixou a gente colocar a moto na caçamba e nos deu carona até Paysandu e no caminho já arrumou pro Sussu um amigo dele que levaria a moto até a fronteira por U$ 300,00. o guarda ja deixou a moto na frente da casa da pessoa que iria levar a moto e o Sussu até a fronteira, neste momento conseguimos falar com o Ito, que tbm já tinha conseguido um guincho. Carregamos a moto do Sussu em uma picape Corsa e nos despedimos, infelizmente perdemos ali um dos Cavaleiros, mas podemos dizer que este tbm foi vencedor, pois já estava no quintal de casa. Tudo acertado e Sussu ja tinha ido com sua moto, encontramos com o Ito e nos hospedamos no Hotel Bulevar, para dormir e continuar nossa viagem!!!!
    By Dudu
    Fotos: Ito, Dudu e Bosco

    Dia 21 – Paysandu/Uruguai – Garibaldi/RS: 850 KM

    Acordei cedo para fazer uma revisão nos conectores e no nível de óleo da moto e conforme planejado, consegui terminar a tempo para tomar café da manhã bem rápido foi quando soube que o Sueden tinha chegado em Santana do Livramento e se estabelecido em um hotel para pernoitar.
    Quando o Dudu estava resumindo a rápida conversa que ele teve com ele pela manhã, ficamos sabendo de um trecho de rípio pela frente, mas a esta altura não tinha jeito, tínhamos que prosseguir com o espírito já preparado.
    Enfim próximo do Brasil, despedimo-nos do Uruguai com um dia nublado e pós chuva e pela frente um pequeno trecho de rípio compensado com as belas paisagens da região montanhosa entre Rivera e Santana do Livramento que ficarão em nossas memórias. Só motokando nesta região para vocês entenderem.
    Já no Brasil, sentido Garibaldi pegamos muito tráfego de caminhões que diminui um pouco o nosso ritmo de motokada, sendo que os últimos 35kms foram feitas a noite, não teve jeito! Em Garibaldi, cansados e a procura de um hotel para pernoitar após rodar 850 KM, conseguimos um e nos estabelecemos para iniciarmos o procedimento de check in, banho e jantar.
    Jantar: Conseguimos matar a saudade do tempero brasileiro na comida que foi unanime e ficamos relembrando dos vários trechos e das regiões com vistas sensacionais como El Calafate e as regiões montanhosas do Uruguai.
    Amanhã nosso destino será Curitiba e sábado São Paulo, nossos mineiros Dudu e Bosco seguirão direto para Pouso Alegre onde irão pernoitar para chegar a Belo Horizonte logo pela manhã evitando o trânsito do final da tarde de domingo.
    By Ito
    Foto: Ito

    28,abr,2012 | alex | Sem Comentário | Tags:, ,

Sobre o Autor

Ricardo Alex

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