Frenagem emergencial é preocupante para 86% dos motociclistas

  • Dificilmente uma motocicleta capotará em casos de frenagens intensas. Foto: Honda divulgação

    Pode parecer incrível, mas ainda hoje, com tanta informação disponível na internet,ainda há motociclistas que acreditam que uma moto pode dar uma cambalhota (virar de frente) se aplicarem força ao manete do freio dianteiro. Tiradas as situações extremas, dificilmente uma motocicleta pode levar o motociclista menos experiente a passar por este tipo de situação, haja vista que durante o processo de desenvolvimento de uma moto, os engenheiros projetam o sistema de freios para que este ofereça uma frenagem progressiva, dimensionada para as dimensões, peso e potência da motocicleta.

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    Para agravar a situação, durante o processo de formação dos motociclistas nos CFCs, nada é ensinado em termos de técnicas de frenagem; pelo contrário: devido ao fato de todo o processo se dar apenas em primeira marcha, os instrutores orientam na maioria das vezes a que os futuros pilotos utilizem somente o freio traseiro, o que faz sentido a baixas velocidades, mas que torna-se um erro perigosíssimo em situações cotidianas, já que para a grande maioria dos tipos de moto, é o freio dianteiro quem para a moto – a exceção fica por conta das motos custom, onde o papel do freio traseiro é maior em função da geometria e distribuição de peso da motocicleta.

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    Sistemas de freios anti-blocantes são muito eficientes para evitar acidentes. Foto: Honda divulgação

    Recentemente, uma grande fabricante alemã de sistemas de freios anti-blocantes (ABS) fez uma pesquisa com 750 motociclistas argentinos e brasileiros para saber a opinião destes quando o assunto é frenagem. Foram entrevistados pilotos nas cidades de São Paulo, Recife e Porto Alegre, no Brasil e de Buenos Aires e Córdoba, na Argentina, e de acordo com o resultado, nada menos que 86% acham a frenagem em situações de emergência como a mais perigosa no trânsito.

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    Este estudo também identificou que do total de entrevistados, 77% realizam frequentemente frenagens emergenciais, entretanto, 40% destes não aplicam a força adequada ao sistema de freios nestas situações justamente por medo de provocarem um travamento das rodas. Neste sentido, os sistemas de freios ABS, que começaram a aparecer nas motos vendidas no Brasil há cerca de oito anos, são um grande aliado para auxiliar os motociclistas nesta ingrata tarefa, já que além de auxiliarem a evitar o travamento das rodas em situações emergenciais, também atuam em situações de baixa aderência como na chuva ou terra.

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    E isto não é apenas uma mera suposição. Esta mesma pesquisa fez um levantamento no GIDAS, o banco de dados sobre acidentes na Alemanha, e mostrou que 47% dos acidentes com motos são causados por frenagens falhas ou hesitantes. Já outro estudo, este feito pelo Vägverket, a Administração Rodoviária da Suécia, estima que 38% de todos os acidentes com motos e 48% de todos os acidentes graves e fatais poderiam ter sido evitados se os veículos envolvidos estivessem equipados com freios ABS.

    Veja as distâncias e o tempo que uma CG 150 leva para parar. Reprodução.

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    Mas além do aspecto técnico (o uso de tecnologia embarcada passiva) é preciso que os motociclistas brasileiros sejam melhor treinados e também, que sejam mais educadosde modo a pilotarem  de forma mais segura e consciente, evitando principalmente, o tráfego em velocidades incompatíveis com as condições das vias e manobras bruscas, que são dois dos grandes responsáveis pelos acidentes nas ruas e avenidas brasileiras.

    Fonte: ridexperienceMr. Wheel

     


    26,jul,2012 | alex | Sem Comentário | Tags:

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Ricardo Alex

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